{"id":11415,"date":"2017-10-06T14:46:46","date_gmt":"2017-10-06T14:46:46","guid":{"rendered":"https:\/\/centrohistoria.getcode.business\/historiografia-e-res-publica\/"},"modified":"2017-10-06T14:46:46","modified_gmt":"2017-10-06T14:46:46","slug":"historiografia-e-res-publica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/chul.letras.ulisboa.pt\/en\/historiografia-e-res-publica\/","title":{"rendered":"Historiografia e Res Publica"},"content":{"rendered":"<h2>SINOPSE<\/h2>\n<p>Em contacto com as suas cong\u00e9neres europeias e muito marcada pela heran\u00e7a cl\u00e1ssica e crist\u00e3, a historiografia portuguesa foi, at\u00e9 meados do s\u00e9culo XX, um campo privilegiado de express\u00e3o de concep\u00e7\u00f5es organicistas, centradas na dicotomia progresso e outros pr\u00e9-conceitos que t\u00eam permeado os discursos sobre a transforma\u00e7\u00e3o social. Historiadores liberais e positivistas de diversos matizes contribu\u00edram para acentuar estes enfoques. Foram-se, entretanto, afirmando vis\u00f5es cr\u00edticas do evolucionismo, assinalando-se continuidades mas tamb\u00e9m rupturas, diferentes express\u00f5es de resist\u00eancia ao positivismo, mediante um debate transdisciplinar que envolveu abertura a outras ci\u00eancias humanas e m\u00faltiplas orienta\u00e7\u00f5es te\u00f3ricas:\u00a0<em>Annales<\/em>, interpreta\u00e7\u00f5es marxistas, estruturalismo,\u00a0<em>linguistic-turn<\/em>. Pretende-se nesta obra alargar o conhecimento acerca das historiografias e dos historiadores dos s\u00e9culos XIX e XX \u2013 sem esquecer os seus antecedentes e tend\u00eancias recentes como a hist\u00f3ria global \u2013 nas suas rela\u00e7\u00f5es com o espa\u00e7o p\u00fablico e a cidadania, problematizar a sua fun\u00e7\u00e3o social e cultural, tendo em aten\u00e7\u00e3o as rela\u00e7\u00f5es transnacionais e os contextos em que produziram as suas obras. A partir de t\u00f3picos-chave, tecem-se balan\u00e7os cr\u00edticos sectoriais sobre a historiografia portuguesa, os modos de recep\u00e7\u00e3o de debates hist\u00f3ricos internacionais, o lugar dos historiadores e a forma como nas suas escritas, da Revolu\u00e7\u00e3o liberal \u00e0 actualidade, se estruturaram olhares sobre Portugal na sua rela\u00e7\u00e3o com outros povos. Em que medida presente e futuro condicionaram a constru\u00e7\u00e3o social do passado? Qual o horizonte diferencial que os historiadores reconheceram ao passado? Como lidaram com a acelera\u00e7\u00e3o das experi\u00eancias do tempo?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2>\u00cdNDICE<\/h2>\n<p><strong>Sobre a escrita da hist\u00f3ria nos dois \u00faltimos s\u00e9culos\u201d\u00a0<\/strong><br \/>\n<em>S\u00e9rgio Campos Matos e Maria Isabel Jo\u00e3o<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>I \u2013 HIST\u00d3RIA, TEMPO, CIDADANIA<\/strong><\/p>\n<p><strong>O historiador na cidade: hist\u00f3ria e pol\u00edtica<\/strong><br \/>\n<em>S\u00e9rgio Campos Matos e Maria Isabel Jo\u00e3o<\/em><\/p>\n<p><strong>Histoire globale, histoire nationale? Comment r\u00e9concilier recherche et p\u00e9dagogie<\/strong><br \/>\n<em>Christophe Charle<\/em><\/p>\n<p><strong>As formas do presente. Ensaio sobre o tempo e a escrita da hist\u00f3ria<\/strong><br \/>\n<em>Tem\u00edstocles Cezar<\/em><\/p>\n<p><strong>Continuidades e rupturas historiogr\u00e1ficas: o caso portugu\u00eas num contexto peninsular (c.1834 &#8211; c.1940)<\/strong><br \/>\n<em>S\u00e9rgio Campos Matos<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>II \u2013 DIREC\u00c7\u00d5ES DE ESTUDO<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Moderniza\u00e7\u00e3o e bloqueios: problemas do desenvolvimento econ\u00f3mico na mem\u00f3ria hist\u00f3rica<\/strong><br \/>\n<em>Jos\u00e9 Lu\u00eds Cardoso<\/em><\/p>\n<p><strong>A hist\u00f3ria social em Portugal (1779-1974). Esbo\u00e7o de um itiner\u00e1rio de pesquisa<\/strong><br \/>\n<em>Nuno Gon\u00e7alo Monteiro<\/em><\/p>\n<p><strong>Espiritualidade e religi\u00f5es: universos de motiva\u00e7\u00e3o e de cren\u00e7a<\/strong><br \/>\n<em>Ant\u00f3nio Matos Ferreira<\/em><\/p>\n<p><strong>As migra\u00e7\u00f5es na historiografia portuguesa (1779-1974)<\/strong><br \/>\n<em>Jorge Fernandes Alves<\/em><\/p>\n<p><strong>O imp\u00e9rio e as suas metamorfoses na historiografia<\/strong><br \/>\n<em>Diogo Ramada Curto<\/em><\/p>\n<p><strong>A historiografia no \u00e2mbito dos estudos regionais<\/strong><br \/>\n<em>Maria Isabel Jo\u00e3o<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>III &#8211; PERIODISMO E HIST\u00d3RIA<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Hist\u00f3ria, opini\u00e3o p\u00fablica e periodismo<\/strong><br \/>\n<em>Jos\u00e9 Augusto dos Santos Alves<\/em><\/p>\n<p><strong>Divulgar o conhecimento hist\u00f3rico. As publica\u00e7\u00f5es colectivas da ACL sob o liberalismo (1820-1851)<\/strong><br \/>\n<em>Daniel Estudante Prot\u00e1sio<\/em><\/p>\n<p><strong>O contributo d\u2019O Panorama na divulga\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica em Portugal no s\u00e9culo XIX (1837-68)<\/strong><br \/>\n<em>Ricardo de Brito<\/em><\/p>\n<p><strong>Diferentes concep\u00e7\u00f5es de hist\u00f3ria na V\u00e9rtice durante o Estado Novo (1942-1974)<\/strong><br \/>\n<em>Jos\u00e9 de Sousa<\/em><\/p>\n<p><strong>Os arquivos do Centro Cultural Portugu\u00eas (1969-1993): uma \u201ccolect\u00e2nea erudita\u201d ao servi\u00e7o da hist\u00f3ria<\/strong><br \/>\n<em>Andreia da Silva Almeida<\/em><\/p>\n<p><strong>A hist\u00f3ria de Portugal na Seara Nova: a busca no tempo passado para a constru\u00e7\u00e3o de um pretendido futuro<\/strong><br \/>\n<em>Joaquim Romero Magalh\u00e3es<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>SINOPSE Em contacto com as suas cong\u00e9neres europeias e muito marcada pela heran\u00e7a cl\u00e1ssica e crist\u00e3, a historiografia portuguesa foi, at\u00e9 meados do s\u00e9culo XX, um campo privilegiado de express\u00e3o de concep\u00e7\u00f5es organicistas, centradas na dicotomia progresso e outros pr\u00e9-conceitos que t\u00eam permeado os discursos sobre a transforma\u00e7\u00e3o social. 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